A Zona Franca merece respeito

Falar aos amazonenses que a Zona Franca de Manaus (ZFM) é o maior modelo econômico da Região Norte, pode parecer repetitivo. Do mesmo modo, parece cansada a reafirmação que ela é uma das maiores iniciativas de preservação ambiental do mundo, ao anotarmos que a floresta amazônica, em território amazonense é a mais preservada entre os estados brasileiros da Amazônia Legal.

Contudo, diante do engrossamento das ameaças à existência do modelo, expressas às claras por agentes do governo e de outras frentes, se faz necessária a reafirmação da importância da ZFM para a economia e o meio ambiente.

Aos que dizem que a ZFM é um modelo falho e antieconômico, estão mentindo. Os números apontam que, para cada R$ 1 de isenção tributária concedido ao modelo, ela devolve R$ 1,50 em arrecadação ao Governo Federal.

Aos que dizem que a ZFM é uma das maiores despesas em incentivo fiscal para a União, também estão mentindo. O modelo econômico de desenvolvimento é o oitavo da lista de renúncias fiscais patrocinadas pelo governo. Enquanto o Simples Nacional consome, por exemplo, 25% das isenções, a ZFM recebe apenas 8% das renúncias fiscais do governo, segundo dados da própria Receita Federal.

Essas verdades não podem estacionar em discurso raso e tímido de poucos. Elas devem ser levadas com os seus números e resultados aos que tem a caneta para a decisão final. Do mesmo modo e de maneira pedagógica elas precisam chegar aos brasileiros do Nordeste, do Centro-Oeste, do Sul e do Sudeste que consomem informações de uma campanha desleal financiada por pequenos grupos que não pensam o Brasil para todos os brasileiros.

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