Agir pela economia

As recomendações acertadas das autoridades nacionais e internacionais de saúde, para que fiquemos em casa, no sentido de combater a expansão da pandemia do coronavírus (Covid-19), principalmente as pessoas dos grupos de risco, pode muito bem ajudar o Brasil a não atingir níveis catastróficos. Mas, como todo remédio para causas delicadas, a estratégia tem lá os seus efeitos colaterais. O principal deles é o impacto negativo sobre a economia.

Apesar de certo otimismo de alguns empresários da indústria amazonense, com a retomada da produção de insumos na China – epicentro da disseminação do vírus -, é coerente observar que ainda há riscos sérios de desabastecimento em alguns setores, como o de eletroeletrônicos. Logo, toda uma cadeia pode sentir os prejuízos com a queda no volume de produção.

Mas, não é só na indústria – principal motor econômico do Amazonas -, a nossa preocupação. Com a redução da circulação das pessoas nas ruas, o comércio também deve sofrer duramente com a queda nas vendas nesse período que antecede a Páscoa. Como em cenas de filme de ficção científica, há ruas no velho centro comercial de Manaus, praticamente desertas. Os shoppings também precisaram reduzir os seus horários de expediente.

Como uma das estratégias para ajudar o Amazonas a diminuir os impactos na queda da arrecadação, o Governo do Estado pode pedir ao Governo Federal o adiamento temporário do pagamento das parcelas dos empréstimos, que hoje é algo superior a R$ 65 milhões, mês, a conta de março, aproximadamente, R$ 700 milhões, até dezembro.

E nós como sociedade, para ajudar a evitar o colapso nos pequenos negócios, podemos com os devidos cuidados com as mãos, optar pelo consumo nesses mercadinhos do bairro, aquela drogaria de marca não famosa e até mesmo os pequenos produtores de produtos de Páscoa ou de venda direta, com entrega em domicílio.

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