Resgate social

Desde criança eu vejo os espaços públicos da nossa cidade como lugares de oportunidades. Seja nos campinhos de pelada e nas quadras, com o esporte, ou nas pracinhas, com o lazer e as relações sociais. Na minha infância, depois da escola os lugares que eu mais frequentava eram os campos os campos das igrejas Católica e da Adventista do Morro da Liberdade e ainda o do Noroeste e o Betanhão. Lugares onde fiz amigos e ocupava a mente com sonhos.

Trago essa lembrança, porque, mais uma vez Manaus volta a chamar a atenção do noticiário nacional, não por conta de fatos positivos, mas sim pela explosão da violência na cidade. Um problema que se agrava diariamente por conta do enfraquecimento da própria ausência do Estado no amparo às famílias, principalmente à juventude. Abandonada, ela que vem sendo convocada em grande número por grupos criminosos.

Uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, Manaus conta hoje com, aproximadamente, 400 espaços públicos como quadras, campos esportivos e pracinhas. Lugares que podem ajudar o poder público no combate à violência e a criminalidade. Mas, é necessário coragem e vontade política para transformar esses ambientes em centros de influência social, com atividades que envolvam a comunidade do seu entorno e garantam oportunidades aos jovens e às famílias.

Mas, para essa política social funcionar não apenas como uma ação temporária de governo, se faz necessário envolver forças públicas como o conselho tutelar, as secretarias municipais de esporte, educação, ação social, empreendedorismo, entre outras. Os centros de influência social têm tudo para se tornar uma grande ferramenta de resgate e impulsionamento até mesmo de carreiras no meio esportivo.

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