Vacina contra Fake News?

Desde a última eleição presidencial dos Estados Unidos da América (EUA), em 2016, a indústria de material de ódio e de mentiras sobre assuntos políticos, vendidas como informações verdadeiras, cresce de forma incontrolável. Sorrateiras, as fake news distribuídas no ambiente virtual avançaram pelo Brasil, em 2018, e sentimos os seus efeitos no Amazonas.

Como um vírus que aparece do nada, de tempos em tempos, e assola sociedades ao matar milhares de pessoas, até que a ciência desenvolva uma vacina para remediar e controlar a sua expansão, as fake news parecem ainda estar em fase de evolução. Ainda sem um agente imunizador consistente, elas avançam e como um vírus atroz, que já poderia ser considerada uma pandemia.

Quando estive candidato ao Governo do Amazonas, naquela fatídica eleição de 2018, eu e minha equipe vimos de tudo nesse meio. Entre todos os ataques contra a nossa honra, estava claro, diante dos nossos olhos, até mesmo o uso da tática nazista de Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Contra a “justiça da internet”, naquela época, a vigilância da equipe jurídica e de comunicação conseguiu combater algumas dezenas delas. Levamos tudo que captamos ao foro adequado, a Justiça Eleitoral, mas muitas sequelas foram deixadas. Para muitos, as inverdades distribuídas nas redes sociais e pelo whatsapp, se vestiram da roupa da verdade, que não cabia nelas.

O caminho para vencer as fake news ainda é longo. Mas, vejo que a Justiça Eleitoral pode ser o meio adequado para começar o enfrentamento contra esse mal que corre o processo legal. Mas, a sociedade como um todo precisa se envolver diante dessa ameaça a nossa sociedade.

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